The Great Clans 7: Scorpion


CLÃ ESCORPIÃO (SCORPION)

Visão Geral
A história do clã Escorpião começa logo após o final do Torneio Celestial que definiu o imperador de Rokugan. Hantei, ao ver a esperteza de seu irmão Bayushi, pediu para ele se tornasse seu Braço Oculto, encarregado de fazer as coisas mais desagradáveis para manter a segurança do império, pois sabia que nenhum outro de seus irmãos aceitaria. Bayushi lhe respondeu: “Eu serei o seu vilão Hantei”, pois sabia que aceitando essa missão, seus seguidores passariam a ser temidos e de pouca confiança.
Como os outros Kami, Bayushi começou a formar seu clã procurando por mortais fiéis e confiáveis. Porém, não procurava o mesmo tipo de pessoas que seus irmãos, mas sim aqueles com habilidades para acabar com as ameaças escondidas, como: furtividade, subterfugio, percepção e engodo. Assim, formou-se um clã inteiramente diferente dos outros, cujos membros estavam escondidos ou disfarçados. Textos antigos sugerem que, diferentemente dos outros, o clã Escorpião não construía fortalezas, mas vivia itinerante, percorrendo o império e sendo quase invisível para os outros.
O seguidor mais famoso de Bayushi era Shosuro. O Kami ficou impressionado com essa mulher, que conseguia se passar por um garoto no meio da rua com a mesma desenvoltura com que conseguia se passar por uma geisha. Bayushi consegui convencê-la a entrar no clã, e Shosuro acabou por se tornar sua confidente.

Seu outro favorito era Yogo, um shugenja do clã Fênix amaldiçoado por Fu Leng a trair a todos que amava. Yogo fugiu do seu clã arrasado por sua condição, mas foi encontrado por Bayushi, que lhe convidou para entrar em seu clã. Yogo foi enfático ao dizer que não podia por causa de sua condição, mas ouviu do Kami a seguinte resposta: “mas Yogo, você não me ama”. E assim, Yogo se juntou ao clã e eventualmente recebeu o direito de formar sua própria família.
Uma característica peculiar sobre o clã, é que todos os samurais do clã Escorpião usam máscaras. Essa tradição vem do próprio Bayushi, que passou a esconder todo o seu rosto, exceto os olhos, supostamente após encontrar Shinsei, mas isso é uma história do clã Escorpião, e por isso não é totalmente confiável. As famílias Bayushi e Yogo usam máscaras ornamentadas, algumas sendo praticamente uma obra de arte, enquanto as famílias Shosuro e Soshi preferem máscaras sóbrias e sem adornos. Os outros clãs acusam os samurais do Escorpião de serem desonrados por esconderem o rosto, ao que recebem como resposta que todos os samurais usam máscaras, eles apenas tem coragem suficiente para mostrar as suas.
História
Quando a Primeira Guerra atingiu seu momento mais crítico, Shinsei veio até a Corte Imperial apresentar sua sabedoria aos Kami. Impressionados, eles permitiram que o pequeno mestre selecionasse um mortal de cada clã para serem os Sete Trovões que deveriam confrontar Fu Leng. O Trovão do clã Escorpião foi Shosuro, que desafiou a ordem expressa de Bayushi e seguiu Shinsei para as Shadowlands. Conta-se que Shosuro foi a única entre os Trovões que conseguiu retornar das Shadowlands. Após conseguir entregar ao imperador os Doze Pergaminhos Negros, que prendiam a essência de Fu Leng, Shosuro morreu nos braços de seu daimyo. Bayushi levou os Pergaminhos Negros para serem guardados pela família Yogo e o corpo de Shosuro para ser enterrado.
Acontece que a morte de Shosuro foi uma farsa. Ela forjou uma nova identidade se transformando em Soshi, a fundadora da família de shugenjas Soshi. A família Shosuro ficou a cargo dos artistas seguidores de Shosuro, que na verdade atuavam como espiões e infiltradores a serviço de Bayushi. Em sua fuga das Shadowlands, Shosuro encontrou a entidade conhecida como a Escuridão Traiçoeira e fez um pacto com ela para conseguir sobreviver e chegar ao império. Ao fundar a família Soshi, Shosuro tencionava estudar os poderes da Escuridão Traiçoeira, mas foi possuída até quase perder sua consciência. Desesperada, fugiu do clã em busca da sabedoria do clã Togashi, que a prendeu em uma prisão de cristal onde ficou durante muitos anos. Após esse episódio, Bayushi desapareceu do clã deixando apenas uma mensagem para trás: “Eu a perdi”.
O terceiro daimyo do clã, Bayushi Tangen, escreveu um tratado sobre ambição e traição chamado Mentiras e que se contrapunha ao tratado sobre a honra de Akodo, Liderança . Esse livro gerou um grande conflito entre Escorpião e Leão que acabou com a morte de Tangen em uma corte no território do Leão defendendo seu livro: “Não há uma única mentira em suas páginas”. Os outros clãs consideraram que esse livro mostrava como os samurais do clã Escorpião eram imorais, mas Tangen era um homem honrado e acreditava que o livro era um bom conselho para o imperador saber julgar um caráter. O que os outros clãs não sabem é que Tangen tinha um livro secreto que até hoje é uma referencia para os samurais do clã Escorpião chamado Pequenas Verdades , onde aborda a vida, guerra, política e maneiras de se lidar com os inimigos do Escorpião.
No século V, a rede de espiões montada pelo clã Escorpião foi revelada publicamente e o imperador Hantei X ordenou que ela fosse desmantelada. O Campeão do Clã, Bayushi Hajioki, ordenou que seu irmão Aramoro cometesse seppuku para provar que a ordem do imperador havia sido cumprida. Hajioki simplesmente transferiu esse dever para os Shosuro Infiltradores, associados aos Shosuro Atores e comandou o seu mais confiável agente, Shosuro Nodage, a criar uma distração que afastasse a atenção para o clã. O mito dos ninjas, assassinos misteriosos com poderes sombrios, já existiam no império, mas cresceu consideravelmente com as ações de Nodage. Essa lenda provou-se uma distração efetiva, sendo usada pelos verdadeiros espiões do clã para encobertar suas ações de espionagem e assassinato.
A Guerra dos Clãs, no século XII, teve início no evento conhecido como O Golpe do Clã Escorpião. O campeão do clã, Bayushi Shoju, descobriu que o último Hantei seria o portador da essência de Fu Leng, condenando o império. Portando a Espada de Sangue chamada Ambição, pois não queria macular a espada ancestral do clã com o sangue de Hantei, Shoju confrontou o imperador Hantei XXXVIII na sala do trono e lhe pediu permissão para tomar qualquer medida necessária para proteger o império de seus inimigos. Ao receber a permissão, Shoju desembainhou Ambição e assassinou o imperador, enquanto isso seus seguidores tomavam a cidade imperial.
O Golpe durou cinco dias, até que os exércitos dos outros clãs chegaram a cidade imperial. O clã Escorpião conseguiu se manter durante esse tempo, mas assim que o exército do clã Caranguejo se juntou a investida, o plano de Shoju ruiu. Os exércitos conseguiram invadir Otosan Uchi e Shoju foi confrontado na sala do trono por Akodo Toturi. Ao perceber que Ambição havia influenciado seus pensamentos desde a época em que formulava seu plano, Shoju quebrou a espada no trono do imperador e foi morto por Toturi. O novo imperador, Hantei XXXIX, que havia conseguido fugir antes de ser assassinado, desfez o clã Escorpião e casou-se com a esposa de Shoju, Bayushi Kachiko, como punição pela traição. Os remanescentes do clã tiveram que fugir e se esconder para não serem caçados e mortos pelos samurais dos outros clãs.
Apesar de desfeito, as ações dos samurais do clã Escorpião ajudaram a definir os rumos da Guerra dos Clãs. Yogo Junzo, revoltado com a morte do seu daimyo e a dissolução do clã começou a abrir os Pergaminhos Negros em sua posse, deflagrando pragas e doenças. A imperatriz Kachiko ia envenenando o imperador lentamente e usava sua influencia para jogar os clãs uns contra os outros. Quando Fu Leng se apossou do corpo do imperador e seu revelou ao império no Segundo Dia do Trovão, o descendente de Shinsei revelou que Kachiko era o Trovão do clã Escorpião, e foi dela o golpe chave que permitiu a derrota do Kami negro. Ao ascender ao trono, o imperador Toturi I reconheceu que as ações de Bayushi Shoju visava proteger o império da ameaça de Fu Leng, e o clã Escorpião foi restabelecido.
Mas a redenção do clã durou pouco, pois alguns anos depois o imperador Toturi I sumiu e as evidências apontavam para o clã Escorpião. Sem forças para se defender, o clã foi exilado, mas Burning Sands (um deserto que faz fronteira com o império a noroeste). Dois anos depois do imperador foi encontrado e resgatado das mãos de estranhos ninjas sem rosto, Bayushi Aramoro venceu o Torneio Esmeralda e se tornou o Campeão Esmeralda tendo direito a fazer um pedido ao imperado, e seu pedido foi a restauração do clã Escorpião. Logo a seguir, a Escuridão Traiçoeira se revelou ao mundo e lançou um ataque ao império. Na batalha derradeira, as portas do Portão do Limbo, os samurais do Escorpião desempenharam um papel fundamental. Após o conflito, todo o clã jurou fidelidade a Toturi I encerrando qualquer desconfiança sobre sua participação no sequestro do imperador.
O clã passou por muitas dificuldades durante a curta Dinastia Toturi, mas ao final dela haviam elevado seu poder e influencia a níveis maiores que nos períodos anteriores. No entanto, sofreram com uma revolta popular liderada pelo monge louco Kokujin e com a fome deflagrada pela fúria da Fortuna Bishamon.
Famílias
As quatro famílias do clã Escorpião, diferentemente de alguns clãs, conseguem traçar sua origem desde o princípio do império. Elas são muito unidas e devotadas até hoje a missão dada ao Kami Bayushi pelo próprio imperador.
Os Bayushi são os líderes do clã, fornecendo os guerreiros e cortesãos do clã. Os Shosuro são os artistas para toda Rokugan, mas na verdade atuam como saboradores, espiões e assassinos. Os soshi são os líderes espirituais do clã, fornecendo os shugenjas do Ar do clã. Os Yogo são shugenjas que investigam o Shadowlands Taint e a magia do sangue (maho), especializados em criar amuletos e proteções mágicas.
Bayushi
Bayushi Miyako
Bayushi Miyako
Desta família que descende do Kami fundador do clã, vêm os guerreiros e cortesãos mais proeminentes do clã. Os membros dessa família exibem uma graça sinistra, algo que procuram aprimorar com treino e prática. Os homens geralmente são bonitos, com um ar de cafajeste, enquanto as mulheres são sedutoramente belas, inspirando pensamentos perigosos e inapropriados para um samurai. Dissimulação e manipulação são lugar comum para os samurais dessa família, seja na corte, no campo de batalha ou nas interações do dia-a-dia.
No inicio, a família Bayushi era a única do clã, portanto, responsável pelas atividades militares, mas também pela espionagem e sabotagem. Com a fundação das famílias Shosuro e Soshi, elas absorveram algumas responsabilidades, deixando os Bayushi se focarem mais nos aspectos políticos e militares do clã. Como eles também são a imagem pública do clã, todo rokugani acha que todo o samurai do Escorpião é gracioso e eloquente como um Bayushi.
Os Bayushi são muito supersticiosos, especialmente em se tratando dos números 2 e 3. Eles acreditam que o número 2 significa boa sorte enquanto o número 3 significa mau agouro. Examinando o guarda roupa de um Bayushi, é fácil notar como essa crença influencia seu vestuário, com ornamentos sempre usados aos pares.
Como mestres da manipulação, os Bayushi possuem várias táticas para manter seu oponente desconcertado. Alguns preferem convidar seu visitante para o banho e aparecer repentinamente para verificar a temperatura da agua ou algum outro detalhe, deixando o convidado se sentindo exposto e vulnerável, sentimentos que perdurarão até o momento da conversa. Outros, menos sutis, preferem a tática da privação de sono, com vários detalhes no quarto que impedem o descanso apropriado do convidado, deixando fatigado para a conversa do outro dia. Outras táticas incluem comida (que sempre levanta suspeita de veneno) e presentes constrangedores.
Mas o uso de táticas sutis não impede que os Bayushi não usem de força bruta. Eles formam a maior parte dos exércitos do clã, são os melhores duelistas do clã e não hesitam em colocar sua vida em jogo quando o clã assim o exige. Às vezes os samurais de outros clãs fazem de tudo para evitar ser pego em uma rede de intrigas criada pelo clã Escorpião, quando descobrem tarde demais que o Braço Escondido também empunha uma lâmina mortífera.
Shosuro
A família Shosuro detém uma posição de influência e proeminência, sendo a segunda família do clã. De fato, essa segunda posição é apenas uma farsa milimetricamente calculada para lhe atrair o mínimo de atenção. Para muitos rokugani, os Shosuro existem para auxiliar os Bayushi, ou mesmo lhe proporcionarem um pouco de entretenimento uma vez que foram talentosos artistas e atores. Mas essa identidade, assim como a de sua fundadora, é uma grande mentira, servindo apenas como a imagem pública da família.
Shosuro Toson
Shosuro Toson
Na verdade, os samurais da família Shosuro são responsáveis pelas atividades mais sinistras do clã Escorpião, consideradas pelo primeiro Hantei como “desagradáveis, porém necessárias”. Eles provem ao clã grande parte dos espiões, sabotadores e assassinos, e assim como os Bayushi treinam para serem chamativos e atraentes, os Shosuro treinam para serem sem graça e de pouca presença, sendo esquecidos rapidamente, o que facilita o seu trabalho.
Paradoxalmente a isso, alguns Shosuro estão sempre muito expostos, sendo famosos por suas performances teatrais e musicais, o que é um disfarce para seus espiões. Como a família se originou de espiões disfarçados de uma trupe de teatro, essa tradição de apresentação pública está muito bem estabelecida. Os artistas da família Shosuro são excelentes, e suas performances são muito valorizadas pela nobreza dos clãs e imperial. Muitos artistas vem a província Shosuro para ser aceito na sua escola de artes, e quase nenhum é convidado para se aprofundar nos estudos de espionagem e infiltração.
Há outra perícia muito desenvolvida pelos Shosuro que são valorizadas ao redor do império, seu conhecimento de herbalismo. De fato, a maioria dos medicamentos conhecidos ao redor do império foram desenvolvidos pelos Shosuro, mas assim como a escola de artistas, a verdade é muito mais sinistra. Os Shosuro são os maiores criadores de veneno do império, possuindo grandes jardins com uma ampla variedade de plantas e ervas, algumas exóticas, que usam para criar compostos e estudar seus efeitos.
A família Shosuro é a mais pragmática do clã, e algumas das superstições, como o número três da azar, o rato é símbolo da sorte e usar a máscara de outro samurai dá azar, não são levadas tão a sério. Um Shosuro não hesitará em usar a máscara de outro samurai se isso for necessário para evitar ser descoberto. Não ser encontrado é parte fundamental do treinamento de um Shosuro, tanto que em seu gempukku (ritual de maioridade), o samurai deve andar no meio de uma multidão e se não for encontrado, ele passou no teste.
Soshi
Soshi Komiko
Soshi Komiko
Enquanto os Bayushi e, em menor grau, os Shosuro são a imagem pública do clã, os Soshi são muito menos conhecidos, servindo como líderes espirituais e guardiões de segredos pérfidos. A família foi fundada por uma shugenja chamada Soshi, que na verdade era uma identidade forjada por Shosuro para se esconder do império após forjar sua morte. A verdade dentro da verdade era que Soshi era uma amálgama entre Shosuro e a Escuridão Traiçoeira. Além de estudar os cinco elementos, Soshi criou as bases para o estudo da Sombra, a essência da própria Escuridão.
Além da tejina (magia das sombras), os shugenjas Soshi estudam os cinco elementos e favorecem as magias do elemento Ar, que são usadas para criar ilusões e meios para observação e comunicação. Os shugenja Soshi nunca ficam em evidência, seja no campo de batalha ou na corte, preferindo ficar nas sombras enquanto reúnem informações sobre os inimigos e espalhando desinformação sobre seus amigos e aliados. Os shugenja Soshi também são habilidosos em conjurar suas magias de maneira disfarçada, prevenindo que alguém descubra seus poderes e aumente sua capacidade de permanecer despercebido.
Como líderes espirituais, os Soshi são bem versados no Tao de Shinsei e em teologia, mas vivem cometendo blasfêmia contra os credos espiritual de Rokugan, e poucos se furtam de interpretar essas crenças da maneira como lhe favorece mais. Afinal, se usar o Tao ou a veneração das Fortunas ajuda-os a manipular seus fiéis, a fraqueza é dos fiéis que se deixam influenciar. Alguns consideram isso cinismo, os Soshi considera isso praticidade.
Como os Shosuro, os Soshi preferem máscaras menos chamativa, acreditando que algo simples lhe ajudam a cumprir melhor o seu papel dentro do clã. Eles também compartilham com os Shosuro a pouca importância em superstições. Mas como shugenja, eles prestam o devido respeito às tradições espirituais, como nascimentos, casamentos, oferendas e funerais. Mesmo que considerem algumas desnecessárias, eles nunca deixam de cumprir suas obrigações como samurais – e estão sempre atentos de como usar essas crenças em favor de suas necessidades.
Yogo
Mesmo dentro de um clã considerado infame, a família Yogo é considerada notória. Fundado pelo shugenja do clã Fênix amaldiçoado por Fu Leng a trair aquele que mais amava, Yogo foi convidado por Bayushi para o clã Escorpião pois sabia que Yogo não o amava. Acontece que o próprio Yogo nunca desencadeou a maldição, mas ela passou para seus filhos e essa sina trágica assombra seus descendentes até os dias de hoje.
Yogo Koji
Yogo Koji
Os Yogo são motivos de preocupação não apenas pelo clã Escorpião, mas por todo o império. A família passou toda a sua existência buscando encontrar uma cura para essa maldição, e não obteve sucesso. Sua pesquisa, junto com um sentimento de justiça, os tornou grandes combatentes da corrupção das Shadowlands. No século VII, eles fundaram a Vigília Negra ou Kuroiban, para avançar em seus conhecimentos sobre magia negra e o Taint, e assim conseguiram aliados dentro dos Caçadores de Bruxas Kuni (Caranguejo) e dos Inquisidores Asako (Fênix). Os Kuni e os Yogo costumam trabalhar junto, mesmo quando seus clãs estão separados por algum conflito.
Por meio de sua pesquisa sobre sua maldição, os Yogo criaram um tipo de magia totalmente diferente da comumente usada em Rokugan, permitindo-os criar magias de proteção e amuletos mágicos. Esse conhecimento não foi motivado apenas por motivos pessoais, uma vez que por mais de mil anos os Yogo foram responsáveis por guardar os Pergaminhos Negros que guardavam a essência de Fu Leng. A traição de Yogo Junzo, que abriu os pergaminhos, é considerada a grande falha da família e as gerações subsequentes se forçaram a ser mais atenta e determinada em relação ao seu dever.
As feições dos Yogo são finas e angulares, lembrando mais sua descendência Fênix, mas eles as escondem sob elaboradas máscaras que, ao contrário de seus irmãos que as usam para criar algum efeito em quem as vê, usam para refletir o individuo sob ela. Como são relutantes em amar alguém para não desencadear a maldição, Yogo tendem ser reclusos e severos, além de introspectivos e totalmente centrados. Sua longa experiência com punições sobrenaturais os fazem acreditar e respeitar todas as superstições do clã.
Conclusão
O clã Escorpião é formado por aqueles que têm o dever mais nefasto e menos recompensador, mas nem por isso são menos aplicados que os outros clãs. Ao longo dos anos, os samurais deste clã aprimoraram e refinaram a arte da mentira e da farsa, vivendo-as diariamente. Não deve ser incomum que suas crianças se envolvam em brincadeiras que testem seu poder de influencia e dissimulação. Crescer nesse tipo de ambiente deve tornar um samurai do Escorpião difícil de confiar em alguém além de si mesmo, mas sua visão incondicional do dever faz com que o clã seja muito unido, mesmo que seja difícil para um trapaceiro como os Bayushi confiar em um Shosuro duas caras, em um Soshi tenebroso ou um Yogo amaldiçoado.
Escolha ser um samurai do clã Escorpião se você deseja ser:
  • um guerreiro trapaceiro acostumado a utilizar truques sujos para sobrepujar seus inimigos e dominar o campo de batalha;
  • um courtier mestre da manipulação e da farsa, especializado em descobrir os pontos fracos ou os segredos mais sinistros de sua vitima;
  • um shugenja sinistro, habilidoso em conjurar magias de ilusão e de maneira dissimulada, prevenindo de ser descoberto; ou
  • um infiltrador silencioso, letal e sem piedade que utilizam as sombras para passar despercebido e desferir um único golpe mortal em sua vitima.
Por Rafael Silva, Rede RPG

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