O carregamento de ouro do almirante Koltchak


Em 1918 a Rússia entrava em um colapso social. Uma guerra civil que duraria até o ano de 1921, com a vitória dos revoltosos, que arrasava o já decadente Império Russo. No ano anterior, o czar Nicolau II havia abdicado do trono, numa tentativa de manter a guerra contra a Alemanha. Pouco tempo depois, ele seria preso pelos insurretos, sendo executado, juntamente com toda a família imperial, no ano seguinte. Seguindo ordens expressas dadas diretamente pelo próprio czar, um trem carregado com 1.600 toneladas de ouro, partia rumo à Sibéria. O ouro transportado correspondia à grande parte das reservas do tesouro russo. Nicolau II temia que, em caso de vitória bolchevique, o ouro caísse nas mãos inimigas. O transporte ficou a cargo do Almirante Koltchak, chefe da guarda imperial e famoso explorador polar. Um militar que já havia, em mais de uma vez, provado a sua lealdade ao czar.
Almirante Koltchak
Koltchak
No inverno de 1919-1920, o comboio partiu rumo à Sibéria, pela ferrovia transiberiana. No caminho, a estrada de ferro passa sobre as águas congeladas do Lago Baikal. Pelo pouco que se sabe sobre o que realmente aconteceu, contado pelos soldados responsáveis pelo comboio, o gelo não suportou o peso do carregamento e cedeu, levando trem e carga para as profundezas do lago. O almirante Koltchak, fiel à causa imperial, continuaria a luta armada pelo exército branco. Seria preso pelos bolcheviques e fuzilado em janeiro de 1920, sem nunca ter dado outra versão sobre o paradeiro do ouro. Grande parte do povo russo tinha isso como uma lenda, acreditando que os membros da escolta haviam contrabandeado o ouro para o Japão e o revendido para a Inglaterra. Isso, até o início de setembro de 2010.

Lago Baikal
O Baikal é o lago mais profundo do mundo, chegando a 1.700 metros de profundidade. Tem 636 km de comprimento e 80 km de largura, perfazendo uma área total de 31.500 Km². Detém sozinho 20% de toda a água doce líquida do mundo.
Em 2008, depois de dezenas de tentativas de se encontrarem o ouro, uma equipe de pesquisadores internacionais, batizada de Missão Científica Mir, patrocinada por um fundo de preservação do Baikal, junto com alguns políticos russos, supervisionados por militares de altas patentes das Forças Armadas russas, decidiram investigar, de uma forma mais metódica, a veracidade da lenda envolvendo o paradeiro do ouro do czar no Lago Baikal. Utilizando-se de dois minissubmarinos, o Mir 1 e Mir 2 (os mesmos modelos de minissubmarinos responsáveis pela descoberta do Titanic), começaram a fazer uma varredura minuciosa nas profundezas do lago, num raio de 81 km em torno da ferrovia. Atingiram o fundo do lago em julho de 2008.
No início de setembro de 2010, o Mir 2 encontrou destroços de um trem de carga, à 1.200 metros de profundidades. Localizaram também, à 400 metros de profundidade, barras com uma coloração parecida com a de ouro, semi soterradas no lodo do fundo do lago. Porém, devido o terreno lodoso, ficou difícil uma melhor aproximação dos minissubmarinos para real constatação dos possíveis lingotes.
O mundo científico aguardava ansiosamente a possível comprovação de uma das mais fantásticas lendas surgidas na Rússia, no século XX. Contudo, após a euforia do primeiro momento sobre a possível descoberta do carregamento de ouro desaparecido há 90 anos, os responsáveis pela expedição se calaram. Alegaram que o minissubmarino responsável pela suposta descoberta o fez na sua última imersão e que voltaria as buscas somente em 2011. Também mudaram a versão sobre o alvo da expedição, dizendo que o principal objetivo das pesquisas, seria o de se fazerem testes geológicos e biológicos sobre a vida aquática do Baikal. Depois disso, nenhuma outra informação relevante sobre o ouro foi dada nesses dois últimos anos. Por quê? Teriam se enganado e feito um alarde falso, ou preferiram manter sigilo para garantir a segurança sobre os mais de US$ 500 bilhões de dólares, valor atual das 1.600 toneladas de ouro do czar Nicolau II?
Fonte: mistérios do mundo

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