Resident Evil Deck Building Game review


Para quem não conhece o estilo deck building game, é um tipo de card game, que não tem nada a ver com card game colecionável, onde os jogadores começam todos com um mesmo deck básico com poucas cartas (geralmente em torno de 10) e ao longo do jogo os jogadores vão comprando cartas e customizando o deck.

Este tipo de card game vem com uma caixa básica com o jogo completo, algo entre 300 a 500 cartas, o suficiente para jogarem 4 jogadores. Tudo começou com o dominion, que foi o primeiro DBG a ser criado e virou febre instantânea. Outros exemplos de DBG são o Thunderstone e o Nightfall.

Falando específicamente do Resident Evil, já fazia um bom tempo que eu queria um desses e aproveitando um amigo que viajou aos EUA, pedi que ele trouxesse para mim. Lá o preço do jogo é ridículo, cerca de 20 dólares (40 reais) tanto pela caixa básica como pelas expansões maiores.



A caixa básica vem com 250 cartas e podem ser jogados 3 modos. As cartas são divididas em recursos (munição e ouro), personagens, infectados, itens, ações e armas. Cada jogador escolhe ou sorteia um personagem entre todos os personagens principais da série como Jill Valantine, Wesker, Krauser, Chris Redfield, e outros. Cada personagem vem com pontos de vida e dois poderes baseado em níveis. Cada jogador começa com 7 munições, duas facas e uma pistola. A novidade aqui em relação ao Dominion é que existe combate e as munições também são ouro, agilizando o jogo.

Um conjunto de 18 decks de compras é colocado na mesa formado por armas (six shooter, shotgun, rifle, etc), ações (compras de cartas, aumento de dano, etc) e itens (green herb, spray, etc), além de mais munições e o deck da mansão. Existe menos variabilidade que no Dominion, pois neste são usados em cada jogo 10 decks sorteados de 25 que vem na caixa básica e no RE você usa quase todos os decks (sobram apenas uns 5 ou 6 para fazer a variação), mas é compensado pelos outros modos de jogo (story, mercenary e versus). Existem também menos cartas que afetam os outros jogadores que no Dominion.

Em cada rodada os jogadores começam com 5 cartas, podem usar quantos itens quiserem, 1 ação, comprar 1 carta, explorar a mansão 1 vez e ao final descartam a mão comprando mais 5 cartas reembaralhando o descarte para formar novo deck se necessário. As cartas de ação podem quebrar estas regras como dando mais ações, compras, cartas, ouro, etc. Assim comprando cartas (com o ouro) e reembaralhando o deck ao longo das rodadas os jogadores vão criando cada um seu deck baseado na sua estratégia.


Esse é o legal dos DBGs, você monta seu deck ao longo do jogo e não antes dele.Quando um jogador decide explorar a mansão ele mostra as armas que vai usar, as munições necessárias e soma o dano que vai causar. Depois revela a carta do topo do deck da mansão e compara com o life do monstro, se o dano for maior, o monstro é vencido e o jogador ganha a carta. As decorations (medalhas) servem como pontos de vitória e para seu personagem passar de nível e ganhar outros poderes.

É importante ressaltar que estas cartas não vão para o meio do deck atrapalhar seus combos como no Dominion, elas ficam embaixo do personagem e são contabilizados no final.

CONCLUSÃO

É um jogo muito bom, ainda estamos jogando sem sinal de enjoar e ainda nem testamos todos os modos de jogo. Existem várias expansões com mais decks para aumentar o jogo: Mercenaries, Alliance, Nightmare e Outbreak, cada uma contendo de 150 a 250 cartas com um tema diferente, mais personagens, armas, ações, itens etc.

A única ressalva que eu faço é que o deck da mansão é embaralhado com todas as cartas e logo no começo quando seu personagem está fraco você pode dar o azar de enfrentar uma das criaturas mais fortes logo de cara e morrer. Não sei se as expansões corrigem isso, mas também pode ser resolvido embaralhando as cartas fortes na metade inferior do deck.

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