Coluna do D&D

Estou tentando postar alguma coisa enquanto estou sem net em casa, por isso nao consigo por imagens nos posts, vou ligar reclamando com a telefonica/vivo hoje de novo.

Este post é sobre a coluna dos desenvolvedores do d&d. Mike Mearls tem publicado sobre o desenvolvimento da nova versão do D&D e acompanhando esta coluna percebo cada vez mais que eles estão bem perdidos. Faz mais de ano que estão tentando reformular o negócio e o sistema ainda está cheio de buracos e parece não seguir em nenhuma direção concreta. Outros desenvolvedores sairam do projeto, o mais notavel foi Monte Cook e eles continuam brigando com playtests internos.

Enquanto outros sistemas clássicos como o Shadowrun, L5R e CoC anunciam suas novas edições e apresentam um produto final muito satisfatório em meses, a equipe do D&D falha em reformular o sistema e eu acho que alguns fatores contribuem para isso como a vontade de agradar a todos e ainda arrebanhar novos jogadores, o que é impossível e a pressão de criar um produto milhonário.

Na última coluna foi publicado um playtest sobre dragões e monstros lendários. O que deixa claro é que o sistema caminha sempre para o ultra fantástico. Neste caso de criaturas lendárias por exemplo, ele diz que elas tem uma magia muito poderosa embutida nelas que as permite manipular as regras de forma diferente dos PJs, NPCs e outros monstros. Por exemplo elas possuem ações que podem ser usadas quando não é o seu próprio turno (durante o turno dos PJs), que elas se movem e enxergam a realidade de forma diferente, "olhando de perto a fonte que rege o universo", que elas podem manipular os dados para conseguir por exemplo sucessos automáticos e que manipulam a própria realidade ao seu redor transformando por exemplo seu covil em uma arma.

Eu não acho que a ultra fantasia seja algo ruim, mas com certeza não agrada a todos. Para mim por exemplo não serve. Eu gosto de jogos mais realistas onde o jogador tem medo de perder o PJ, onde ele deve pensar bem antes de entrar numa briga e não simplesmente "vamos bater pra ver se a gente aguenta e qualquer coisa errada a gente teleporta". Outro problema que este estilo de fantasia misturada com Dragon Ball Z misturado com Matrix tende a acarretar são turnos intermináveis, combates insuportáveis de longos e book keeping absurdos por causa da enorme quantidade de magias, regeneração, efeitos, poderes, curas, armas magicas, amuletos, capas, etc, que devem ser controlados durante o jogo.

Estou tendo o imenso prazer de terminar de ler o Shadows of Esteren, um sistema de fantasia sombrio, muito bem elaborado e bem feito, onde os PJs são simplles humanos mesmo em níveis elevados e devo começar a postar os reviews em breve. Para quem deseja conhecer outros sistemas de fantasia medieval interessantes e muito bem elaborados aqui vai uma listinha:


  • Warhammer Fantasy: fantasia clássica com elfos, anões, etc, em um universo muito bem elaborado e com muita literatura de apoio, já fiz a review aqui.
  • Shadows of Esteren: dark fantasy com sistema mais realista, ênfase no ambiente e nos perigos da vida cotidiana, nas viagens, doenças e conflitos entre facções.
  • Anima: high fantasy com egras para psionicos, artes marciais e magias diversas.
  • The One Ring: reproduz perfeitamente e de forma brilhante o universo de Tolkien, mais voltado para O Hobbit. Já postei o review.
  • Legend of the Five Rings: fantasia oriental com criaturas fantasticas, uma da melhores histórias que eu já li e intensa intriga política.
  • Yggdrasill: fantasia nódica com personagens vikings, já postei review.
  • Cthulhu Dark Ages: Mythos na idade das trevas.
  • Qin: fantasia steam punk na china antiga, sistema brilhante e muito kung fu.



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