E como anda o D&D?


A lenga lenga continua. A cada semana Mike Mearls solta no seu blog os testes que eles estão fazendo com o D&D next e podemos ver que a coisa anda muito devagar. Quando se compara com os mais recentes lançamentos de novas edições de RPGs clássicos, vemos que a equipe do D&D está perdidinha em relação a outras empresas.

Como exemplos temos o Shadowrun 5th edition que já saiu a versão PDF e o livro sai em setembro, o Dark Heresy 2nd edition, onde a FFG já soltou o beta completo e está fazendo um playteste final para ajuste fino e sai até o fim do ano e o CoC 7th edition, financiado pelo kickstarter, o que costuma demorar mais que uma produção com financiamento da própria empresa e deve sair também até o fim do ano com muitos suplementos grátis para quem participou.

Até a Alderac que é bem lerda nos lançamentos soltou o L5R bem rápido e podemos dizer que a edição ficou primorosa. Então o que acontece com o D&D Next? A resposta para esta pergunta não é simples, pois vários fatores influenciam no projeto, mas posso enunciar aqui os que considero como principais, mas que são interdependentes:


1- Interferência da Wizards no design comprometendo os autores causando descontentamento e até demissões.
2- Ganância da Wizards/Hasbro em querer fazer do D&D um negócio milionário colocando o lucro acima da diversão.
3- Tentativa de agradar todos os tipos de jogadores de todas as edições de D&D, old/new school e ainda arrebanhar jogadores novos vindos dos videogames, ooutros RPGs, etc.

Esta semana a discussão foi sobre como a evolução das classes serão gerenciadas. Algumas idéias são até boas, mas podemos ver como as coisas empacam na criação. Não estão prontas nem as estatísticas de inimigos. Até o momento e por enquanto uma classe deve funcionar assim:

- Os dois primeiros levels servirão para o jogador aprender a usar os poderes iniciais da classe e da raça. Conforme o PJ evolui, como já é de costume os poderes raciais vão perdendo a importância.
- No terceiro level o jogador pode escolher se especializar em um leque que se abre. O guerreiro por exemplo poderá ser combatente ou gladiador entre outros e aí já se vê uma infinidade de suplementos e livros de classe caça níqueis com milhares de especializações novas.
- Conforme o PJ ganha nível ele pode escolher ganhar talentos (para os jogadores que gostam de customização) ou ganhar pontos em atributos (para quem não quer perder tempo customizando o PJ). Aqui existe um trabalho intenso de equilíbrio entre as duas opções e combinações entre ambas para que com o tempo os personagens não fiquem discrepantes.
- O foco na evolução está no ganho de pontos de vida e pouco bônus de combate. Nisso eu vejo um potencial para os combates eternos.

Bom esta é apenas a minha opinião, mas não vejo as coisas andarem na velocidade que deveriam e o panorama do resultado final não me impressiona nem um pouco.

Saudades da minha primeira caixa de D&D quando um combate não durava 4 horas

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sistemas de RPG parte 1: Dados

Shadowrun 5ª edição em português

Symbaorum review parte 1